TÁ DIFICIL FINGIR QUE TÁ FÁCIL
Noutro dia fizemos uma confraternização entre o pessoal da editora para a qual faço alguns trabalhos. Era um daqueles dias lindos quando todos se disponibilizam para o riso e os abraços. Estávamos num sítio e os homens e meninos resolveram jogar bola, enquanto as mulheres assistiam e riam da falta de preparo físico deles...
Claro que o objetivo era a diversão e tudo acontecia assim. Num determinado momento, aproximei-me das grades da quadra, perto da trave. Para a minha surpresa, veio um deles, agarrou-se na grade e confessou, exausto, suando, como quem pede socorro: "Ai, tá tão difícil fingir que tá fácil!".
A confissão foi tão espontânea e inesperada que comecei a rir, mas imediatamente tive um insight, "caiu uma ficha", como dizem. Pensei comigo mesma: é realmente muito difícil, em alguns momentos de nossa vida, fingir que tá fácil, mas ainda assim a gente insiste em fingir, sem se dar conta de que isso só aumenta mais a dificuldade, seja física, mental e, principalmente, emocional. Fica fazendo cara de feliz e até sorrindo feito bobo, só pra disfarçar a dor que lateja por dentro, a tristeza que machuca sem parar, a mágoa por algo que aconteceu e não sabemos o que fazer com a realidade.
Talvez um emprego que perdemos ou nem conseguimos conquistar; um amor que acabou ou nem começou; um amigo ou irmão com quem brigamos e não sabemos como fazer as pazes; uma raiva absurda que toma conta da gente por causa de uma situação em que nos sentimos contrariados, diminuídos, humilhados...
Enfim, muitas vezes, vivemos situações que nos provocam o desejo de xingar, gritar, esbravejar, argumentar e chorar feito criança, sem se importar com as caretas, as lágrimas, o barulho... só chorar, chorar e chorar até pegar no sono... Mas não! Não nos permitimos amolecer. Permanecemos durões, engolindo a dor a seco, sentindo a tristeza passar pela garganta como se fosse espinha de peixe enroscada... arranhando, incomodando, doendo mais. E lá estamos nós... fingindo que está fácil!
Pois bem, não sei quanto a você, mas estou decidida, cada vez mais, a mostrar o que sinto, mesmo sabendo e confessando que não é nada fácil. No entanto, se não é nada fácil se expor e mostrar os sentimentos, especialmente quando eles escancaram nossa fragilidade e vulnerabilidade, mais difícil ainda é fingir, camuflar, parecer sem ser, viver sem se aprofundar, amar sem ser intenso, sentir sem se entregar.
Não estou, de forma alguma, sugerindo que você alimente sentimentos como raiva, tristeza e desesperança. Muito pelo contrário: estou sugerindo que você os assuma, os sinta e, assim, possibilite o fim de cada um deles. Porque enquanto a gente finge que não está sentindo, eles continuam lá, enroscados. Mas quando a gente assume e os expõe, eles passam, acabam, vão embora. Claro que, sobretudo, este tem de ser o nosso objetivo. É o meu, garanto!
Aproveito, então, para sugerir que esta seja a sua grande lição em 2006: parar de fingir que está fácil quando não estiver. Parar de sustentar um ego que só o faz ser quem você não é (ou seja, ninguém!) e o distancia de sua verdadeira essência. Parar de se importar tanto em ter razão e se concentrar mais na sua humanidade, na sua imperfeição, na sua vontade de crescer e se tornar melhor, lembrando sempre de que a gente só consegue sair de um lugar e chegar a outro quando tem consciência de onde está e, sobretudo, para onde deseja ir.
Que você vá além e ultrapasse qualquer caminho que não seja o seu. Saia do fingimento e vá para o autêntico, por mais difícil que seja, porque só assim é que a vida vale a pena e é só aí que o amor encontra espaço! (by Rosana Braga)
Pensem nisso! Tenham todos uma ótima semana...
Escrito por Marcio Negreti às 20h34
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A DIFERENÇA QUE O MERGULHO INTERNO FAZ NA SUA VIDA
Se você tentou conseguir alguma coisa na vida que não deu certo - não importa o que tenha sido, nem quantas vezes tenha tentado - cuidado com os rótulos que utilizar ao se referir a essas experiências. O fato é que tudo o que fazemos na vida produz resultados, e se algo não saiu do jeito que você esperava, não há porque chamar o resultado obtido de fracasso.
A verdade é que não existem fracassos, apenas resultados.
Os grandes sucessos, em geral, resultam de erros transformados em lições. Os vencedores são os que perseveram e seguem em frente até conseguirem o que desejam, não importa quantas vezes seja necessário tentar.
Ao representar para você mesmo como uma derrota o que não funcionou antes, o que está fazendo é usar as palavras para se derrubar.
Palavras são chaves que produzem estados emocionais e precisam ser escolhidas com atenção.
Se parar para observar, perceberá que todas as experiências da sua vida trazem um aprendizado. Ao aprender a lição contida em cada uma delas você adquire as ferramentas que precisa para fazer diferente.
É preciso coragem para errar e aprender com os próprios erros.
Aprendendo com a experiência.
A dor e o sofrimento podem ser transformados em mestres que o impulsionarão a vencer desafios e a descobrir o seu caminho na vida. Para isso, é preciso ter a coragem de olhar para dentro e observar o que está presente dentro de você.
Ao descobrir a lição que se encontra em cada experiência, você adquire força para empreender o trabalho da autotransformação.
Enquanto alguém não aprende a lição que uma experiência traz, o universo continuará apresentando a mesma situação, de formas variadas, como oportunidades para que se faça o aprendizado necessário.
Por isso, tantas pessoas se vêem em situações semelhantes, que parecem reproduzir um sofrimento conhecido. A única forma de se libertar é através do aprendizado.
O poder está em você.
Embora você possa acreditar que a fonte da sua angústia, do sentimento de rejeição, ou da tristeza profunda, esteja na atitude do namorado, do seu chefe, da sua mãe, mulher, ou quem quer que seja a causa da dor que sente está dentro de você.
Por isso, quando a atitude de alguém faz sua energia diminuir e você se sente mal, é no seu interior que encontrará as chaves para compreender o que acontece de fato, e assim, evitar que volte a se repetir.
Para virar o jogo, é preciso reconhecer o que quer que esteja presente dentro de você.
Colocar-se no lugar da vítima e atribuir às outras pessoas a responsabilidade pelo modo como você se sente, ou pelos acontecimentos da sua vida, é continuar a promover o mesmo tipo de situação que se quer evitar.
Se desejar, honestamente, mudar o que não está funcionando, é preciso ter a coragem de olhar para dentro.
Todo mundo tem tudo aquilo que precisa para o trabalho que se dispõe a fazer. Mas a única forma de acessar essas ferramentas é através do mergulho interior.
Faça diferente.
Você pode deixar seu veleiro ao sabor dos ventos e das ondas. Mas não se surpreenda nem se queixe se o barco virar
Pode também se tornar mestre na arte de manejar as velas e de conduzir o barco diante das tempestades, tornando-se exímio marinheiro. E assim, desenvolver a habilidade de driblar as mudanças de vento para chegar ao porto com segurança, desfrutando da viagem.
O importante é ouvir seu coração e experimentar.
Movimente-se de uma nova maneira através da vida. Sem medo de errar. Como uma criança que aprende a andar e cai, e não tem outra alternativa a não ser tentar novamente, até dominar a capacidade de andar.
Desafie a sua zona de conforto e implemente novas ações diante de velhos impasses. Se tiver que errar, erre com o coração, sabendo que os erros nada mais são do que feedback mostrando que ainda não foi desta vez que chegou lá.
Thomas Edson, ao tentar milhares de vezes, até chegar à invenção da lâmpada elétrica, dizia que cada tentativa mal sucedida o aproximava mais da vitória. Ele descobria novas formas de não inventar a lâmpada elétrica até chegar ao que procurava.
Aquilo que acontece na vida não é bom nem ruim. Vai depender da forma como você utilizar o que acontecer. Você tem a opção de transformar a dor em força, sabedoria, humildade, determinação, utilizando tudo para a sua felicidade. Comece olhando para dentro. Coragem.
Ter A Coragem De Olhar Para Dentro É ...
... compreender que os julgamentos o mantêm prisioneiro das suas interpretações. Substitua o julgamento pela aceitação e perceberá que cada um faz o melhor possível dentro do seu nível de consciência. Ao aceitar o que não pode ser mudado, você poderá mudar a sua atitude e produzir novos resultados na vida.
... ter clareza sobre o que realmente importa para você, sem se deixar influenciar por falsas necessidades ou expectativas. A compreensão do sentido da vida só é possível quando você vive a partir do coração. Fique com o que permanece e estará investindo no que conta na vida.
... reconhecer que você é um ser único e que a única pessoa com quem pode se comparar é com você mesmo. Observe seu progresso, comemore cada passo adiante, reconheça suas conquistas íntimas. A gratidão abre espaço para receber mais.
... entrar em contato com as emoções negativas sem julgá-las e sem se deixar dominar por elas, descobrindo a mensagem positiva que elas contêm. Ao se dar conta da intenção positiva das emoções negativas você adquire chaves para abrir as portas para uma nova forma de viver a vida.
... procurar ajuda sempre que precisar. Ao reconhecer que não está conseguindo fazer o trabalho sozinho busque recursos e ferramentas que o ajudarão no processo.
... alimentar o pensamento com idéias positivas e otimistas. Da mesma forma que o que você coloca no seu prato se reflete na sua saúde, seus pensamentos se refletem nas circunstâncias da sua vida. Pense o melhor e o melhor virá.
... reservar alguns momentos por dia para estar com você. Faça meditação, yoga, ore. Faça do seu jeito, mas mantenha o compromisso de se voltar para dentro.
... comprar um caderno e passar a anotar seus pensamentos, monitorar seu progresso e escrever lembretes para manter a conexão com o seu interior.
...perguntar-se como pode expressar seu amor por você mesmo. Dê-se algo que precisa internamente. Pode ser uma alegria, um prazer estético, um momento de paz, uma atitude, uma pausa para contemplação. Ouça a sua voz interna e saberá o que se dar.
Jael Coaracy
Escrito por Marcio Negreti às 20h33
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AUTO-IMAGEM PODE GERAR AUTO-SABOTAGEM
O que mais me impressionou ao refletir sobre auto-sabotagem, foi observar que ela ocorre quando finalmente estamos nos sentindo bem.
Você já se observou o que acontece quando nos sentimos bem e os outros não estão tão bem quanto nós?
Será que a felicidade só existe sob certas condições?
Quem dita as regras de nosso bem estar?
Apenas poderemos manter nosso bem-estar se soubermos nos manter atentos e ao mesmo tempo relaxados. A questão é não perder o contato interno: a percepção do que necessitamos a cada momento. A auto-percepção é como uma âncora que nos mantém atentos às constantes mudanças internas.
O bem estar verdadeiro surge da confiança de sermos capazes de nos auto-sustentar continuamente, mesmo diante de situações em que nos tornamos frágeis e emocionalmente reativos. Nestes momentos, quando nos confrontamos com nossos bloqueios internos, gostaríamos de nos manter inocentes: crianças soltas e irresponsáveis. Isto acontece porque não estamos familiarizados em lidar com nossas próprias sombras.
Cada vez que desconfiamos de nossa capacidade em superar obstáculos, cultivamos um sentimento de covardia interior, que bloqueia nossas emoções e nos paralisa. Muitas vezes não queremos pensar naquilo que sentimos, pois, em geral, temos dificuldade para lidar com nossos sentimentos sem julgá-los. Sermos abertos para com nossos sentimentos demanda sinceridade e compaixão.
Mentir para nós mesmos
Temos uma imagem idealizada de nós mesmos, que nos impede de sermos verdadeiros. Produzimos muitas ilusões a partir desta idealização. Muitas vezes, dizemos o que não sentimos de verdade. Isso ocorre porque não sentimos o que pensamos! Algumas de nossas auto-imagens não querem ser vistas! Por isso, é imprescindível reconhecer quando não estamos de fato sentindo o que gostaríamos de sentir, pois só a verdade nos auto-organiza.
É nossa auto-imagem que gera sentimentos e pensamentos em nosso íntimo. Podemos nos exercitar para identificá-la. Mas este não é um exercício fácil, pois resistimos em olhar nosso lado sombrio. No entanto, uma coisa é certa: tudo que ignoramos sobre nossa parte sombria, cresce silenciosamente e um dia será tão forte que não haverá como deter sua ação. Portanto, é a nossa auto-imagem que dita nosso destino.
O mestre do budismo tibetano Tarthang Tulku, escreve em seu livro "The Self-Image" (Ed.Crystal Mirror): "A auto-imagem não é permanente. De fato, o sentimento em si existe, no entanto o seu poder de sustentação será totalmente perdido assim que você perder o interesse por alimentar a auto-imagem. Nesse instante, você pode ter uma experiência inteiramente diferente da que você julgou possível naquele estado anterior de dor.
É tão fácil deixar a auto imagem se perpetuar, dominar toda a sua vida e criar um estado de coisas desequilibrado... Como podemos nos envolver menos com nossa auto-imagem e nos tornar flexíveis? Somos seres humanos, não animais, e não precisamos viver como se estivéssemos enjaulados ou em cativeiro.
No nível atual, antes de começarmos a meditar sobre a auto-imagem, não percebemos a diferença entre nossa auto-imagem e nosso 'EU'. Não temos um portão de acesso ou ponto de partida. Mas, se pudermos reconhecer apenas alguma pequena diferença entre a nossa auto-imagem e nós mesmos, ou 'EU' ou 'SI-MESMO', poderemos ver, então, qual parte é a auto-imagem".
"A auto-imagem pode representar uma espécie de fixação. Ela o apanha, e você como que a congela. Você aceita essa imagem estática, congelada, como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo", explica Peggy Lippit no capítulo sobre Auto-Imagem do livro "Reflexões sobre a mente" organizado por seu mestre Tarthang Tuku (Ed. Cultrix).
Para saber como nos auto-sabotamos, devemos responder a seguinte pergunta: "O que eu sei de mim mesmo que preferia não saber?". A resposta desta pergunta revelará a auto-imagem responsável por nossos comportamentos repetitivos de auto-sabotagem. Ao encontrar a auto-imagem que gera sentimentos desagradáveis, temos a oportunidade de purificá-la em vez de apenas nos sentirmos mal.
Auto-sabotagem em nossas mudanças profundas
Nós nos auto-sabotamos quando saímos de nosso propósito de vida. Cada um tem um propósito na vida e quando não vibramos de acordo com a intenção desde propósito nossa vida fica cheia de obstáculos.
Há momentos em nossa vida que reconhecemos estarmos prontos para dar um novo salto: estamos dispostos a efetivar uma mudança profunda. Nos lançamos num novo empreendimento, numa nova relação afetiva, mudamos de cidade e até mesmo de apelido.
... Mas, aos poucos, nos pegamos fazendo os mesmos erros de nossa "vida passada". É como se tivéssemos dado um grande salto para cair no mesmo buraco.
Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos.
Isso ocorre porque apesar de querermos mudar nosso inconsciente ainda não nos permitiu mudar! É aí que está o que mais precisamos saber: nos informar para não nos auto-sabotar.
Por isso, afirme para si mesmo, com determinação, o que de agora em diante o seu inconsciente deve de fato saber. Enquanto não formos capazes de ver, de compreender, de perceber nossos desejos e atuar de modo coerente, cairemos na auto-sabotagem.
Reprograme seu insconsciente!
Quais são as frases que você escutou sobre o perigo da felicidade? Em nosso interior escutamos e obedecemos, sem nos dar conta, ordens de nosso inconsciente emitidas a partir de frases que escutamos inúmeras vezes quando ainda éramos crianças. Toda família tem as suas...
Por exemplo: "Não fale com estranhos" é uma clássica. Como a nossa mente foi programada a não falar com estranhos, cada vez que conhecemos uma nova pessoa nos sentimos ameaçados.
Uma parte de nosso cérebro nos diz: "Abra-se" e outra adverte "Cuidado".
Num primeiro momento o desafio em si é encorajador, por isso nos atiramos em novas experiências e estamos dispostos a enfrentar os preconceitos. No entanto, quando surgem as primeiras dificuldades que nos fazem sentir incapazes de lidar esse novo empreendimento, reconhecemos dentro de nós, a presença desta parte inconsciente que discordava em que nos arriscássemos a mudar de atitude: "Bem que eu já sabia que falar com estranhos era perigoso".
Muitas vezes o medo da mudança é maior do que a força para mudar. Por isso, enquanto nos auto-iludirmos com soluções irreais e tivermos resistência em rever nossos erros e aprender com eles, estaremos bloqueados. Desta forma, a preguiça e o orgulho serão expressões de auto-sabotagem, isto é, de nosso medo de mudar.
Dificilmente percebemos que nos auto-sabotamos. Nos auto-iludimos quando não lidamos diretamente com nosso problema raiz. Não é fácil perceber que a traição começa em nós mesmos, pois nem nos damos conta de que estamos nos auto-sabotando!
Bel Cesar
Escrito por Marcio Negreti às 20h30
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SOMOS TÃO DIFERENTES!!!
Por que será que é tão difícil para os homens entenderem algo que é tão óbvio para nós? É óbvio que queremos atenção SEMPRE.
Muitos sabem e agem assim, cuidando, demonstrando, falando, mas são poucos. Outros, a maioria, fazem, no início do relacionamento e depois de algum tempo param porque "acham" que não é mais necessário. Como estão enganados!
Como podem sequer imaginar que nos cansamos de ouvir "eu te amo" todos os dias? E o quanto desejamos ouvi-lo dizer: "como você está se sentindo, ou ainda, como você passou seu dia?" São detalhes que fazem toda a diferença no relacionamento. Claro que existem várias formas de expressar esse amor, mas parece difícil nos fazermos compreendidas.
Precisamos sim de demonstrações diárias de amor. Para isso existem vários símbolos: pode ser uma flor, um bilhete, um e-mail, um telefonema, um cartão, só para nos lembrar o quanto somos importantes e amadas. Pequenos gestos, sem valor material algum, nos fazem sentir e saber como somos especiais.
Eles também precisam saber que são amados, mas parece que para eles o simples fato de nos terem ao seu lado é o suficiente.
Por que os tornamos tão seguros? Estamos sempre dependendo deles para sabermos de nosso valor. Se falam algo que nos fazem sentir valiosas e importantes, vamos ao céu. Mas, quando nada falam, vamos ao outro extremo. Quanto a nós, estamos sempre demonstrando, cuidando, sem que precisem pedir, e isso os faz se sentirem importantes e seguros de nosso amor. Tão diferente de nós!
"Herdamos" a idéias de que amar alguém é cuidar de suas necessidades. Muitas vezes, infelizmente, essa necessidade vai sendo substituída por outra: a necessidade de servir, de agradar, quem sabe com o intuito de ser reconhecida, ter a atenção.
Com isso, algumas mulheres cedem tanto, que acabam por perder o contato com elas mesmas e com suas necessidades, tornando-se pessoas que só reclamam e lamentam a ausência e falta de atenção por parte do parceiro.
É claro que é mais fácil oferecer apoio emocional ou qualquer outra demonstração de afeto quando foi recebido na infância. Acontece muita vezes é que seu parceiro pode não ter tido nada disso quando criança e, apesar de saber o quanto faz falta, não se sente capaz de demonstrar. Do outro lado, se você foi ignorada, desrespeitada e rejeitada na infância necessita ainda mais de atenção, ficando difícil lidar com essas situações de falta de demonstrações de amor.
Nosso inconsciente age como se fizesse reviver toda emoção reprimida da época e por isso, muitas vezes, algumas mulheres têm reações desproporcionais, onde elas mesmas assustam-se ou fazendo com que o parceiro sinta-se perdido, não conseguindo saber onde errou.
Cada um pode ter necessidades muito diferentes, o que não quer dizer que uma seja errada e outra certa. Simplesmente são diferentes. E imaginem juntar a necessidade enorme de receber com alguém que não consegue dar.
Para recebermos mais em nossos relacionamentos precisamos aprender como dar, não aquilo que precisamos, mas aquilo que nosso parceiro precisa, pois nem sempre damos o que o outro quer. Os dois lados estão dando, mas ninguém está recebendo. É preciso ter sensibilidade para sentir e oferecer o que o outro deseja. E isso serve para homens e mulheres. E avaliando muito se vale a pena!!!
É certo que cada um tem sua própria maneira de expressar seus sentimentos, mas que nem sempre vão ao encontro das necessidades de quem recebe. De que adianta eu te dar um presente que satisfaça apenas a mim e não a você? É mais ou menos assim, não é? São nesses desencontros que muitas vezes a distância começa, a indiferença se instala e amor estremece. E a única saída para não acabar em uma separação ainda é o diálogo.
A necessidade de ser respeitada, de ser percebida por tudo que faz é tão importante quanto à necessidade de ser você mesma na relação sem ter que desistir de quem você é. Você pode se dar sem se perder. E pode receber sem ter que pedir. Basta que cada um tenha a sensibilidade para ouvir o outro, como se tivesse ouvindo a voz do próprio coração.
by Rosemeire Zago
Escrito por Marcio Negreti às 20h26
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA DAS MERCES, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Arte e cultura ICQ - 94879732
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