Os diversos caminhos para dizer "eu te amo" (Por Roberto Shinyashiki)

O ser humano só pode existir em paz consigo

mesmo se puder se relacionar com uma pessoa a quem diga, com palavras e gestos, "eu te amo" e de quem ouça com total sinceridade: "Eu também te amo".

Mas amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir com ele um lugar no mundo em que as

pessoas, ao entrar, sentirão que ali existe vida, carinho sincero, vontade de acertar.

Nos momentos de crise ou de mágoa, dizer "eu te amo" ao parceiro é ter a coragem de lhe dizer que ele

fez algo de que você não gostou. Nos momentos de alegria e êxtase, dizer "eu te amo" é saber compartilhar essa alegria com quem você ama, abrindo seu coração sem reservas. Nos momentos de dor, dizer "eu te amo" é talvez não dizer nada, mas deixar evidente ao outro que você está ao seu lado aconteça o que acontecer. Nos momentos em que você perceber que errou, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é simplesmente dizer: "Desculpe pelo meu erro". Nos momentos em que o outro errou, e está triste porque cometeu o erro, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é se aproximar lentamente dele, colocar a mão em seu ombro e dizer suavemente: "Tudo bem, já ficou para trás.

Amar pode dar certo é a frase mais simples possível para traduzir a convicção de que nascemos para amar e ser amados, e que nossa felicidade consiste em realizar essa missão. Todos os seres humanos possuem um grande objetivo na vida: viver em estado de pleno amor. Talvez poucas pessoas estejam conscientes da importância que o amor tem ou pode ter em sua existência.

Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos.

Permita-se assumir o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem  a dois.

Olhar para o passado é importante. Quem não sabe de onde veio e o que fez também não sabe para onde vai e o que vai fazer. Mas eu gostaria, sobretudo, que você olhasse para o seu presente, para a pessoa que está ao seu lado, e repetisse em seu coração alguma frase ou idéia que achou mais importante dentre tudo o que leu aqui.

Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.

E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do amor com muito carinho e sabedoria.

O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem  as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor.

Chega de pessimismo!

Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O otimismo no amor significa acreditar que, apesar de todas as dificuldades, o amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber. Por favor, acredite sempre no amor e respeite a sua vocação para amar e ser amado.

Estou torcendo por você. 

Enviado por Glaucia E. Antunes de Oliveira



Escrito por Marcio Negreti às 20h07
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UMA RELAÇÃO INSATISFATÓRIA

... quando o medo é maior que o amor.

Se o objetivo da relação amorosa é nos deixar felizes por que, dificilmente, as pessoas conseguem se relacionar de forma satisfatória?

Para a sexóloga Regina Navarro Lins, "a culpa é da convivência diária, da idealização do relacionamento, das expectativas que não se cumprem, já que o cotidiano é uma prova difícil para o amor".

O psicanalista Alberto Goldim acredita que o sucesso da relação vai depender do nível de criatividade dos parceiros. "Para que o relacionamento amoroso seja uma experiência enriquecedora, é preciso ter uma vida plena consigo mesmo, resolver suas fraquezas e seus medos".

Se a realização amorosa é uma busca, muita gente permanece num relacionamento insatisfatório sem se dar conta do que faz.

Essas pessoas, mesmo quando pressentem que o amor está por um fio, investem esforço e energia para manter o frágil equilíbrio entre os parceiros.

Em vez de parar para perceberem se há chances de recuperar os sentimentos positivos do começo, entram em pânico diante da idéia de terminar a relação.

A causa desse comportamento pode ser atribuída, em grande parte, ao medo generalizado que envolve as relações amorosas. É comum encontrar pessoas que permanecem num relacionamento por medo de olhar a vida de frente.


Sintomas de baixa auto-estima e outras dificuldades emocionais que podem estar ocupando o lugar do amor:

Medo de sentir-se inferior - É comum encontrar pessoas que decidem ficar ao lado de alguém apenas para cumprir o que imaginam ser o que se espera delas. Querem, a todo custo, evitar os riscos de permanecer no rol dos solteiros, como se o fato de não engrenar numa relação fosse sinônimo de incompetência amorosa. Evitam a todo custo passar por incapazes ou encalhados aos olhos das outras pessoas Por isso, preferem juntar as escovas-de-dente, mesmo sem muita convicção, a passar pelo desconforto de serem cobrados(as) pela família e pelos amigos.

Caindo na real - Pessoas que agem assim, não percebem que são vítimas dos próprios preconceitos. Estão, na verdade, projetando nos outros as crenças limitantes que assimilaram. Entrar numa relação que não traz felicidade é tornar-se responsável pelo próprio sofrimento. Trabalhar a auto-estima, reavaliar o grupo de amigos e desenvolver a consciência de é preciso sentir-se bem consigo mesmo(a) antes de estar numa relação, pode ajudar a mudar esse quadro.


Medo de solidão - Desde a infância aprende-se que a solidão é um castigo e que viver só deve ser evitado a todo custo. A mídia explora esse conceito que acaba entrando no inconsciente das pessoas. Estar ao lado de alguém passa a ser o objetivo, e não a conseqüência do encontro amoroso, impossibilitando a verdadeira independência emocional.

Caindo na real - A questão é que, embora quase todos temam a solidão, a vida a dois não é garantia contra a sensação de estar só. Não basta estar acompanhado(a). Pior do que ser sozinho(a), é sentir solidão a dois. Pessoas que não têm muito em comum acabam sem ter o que dizer uma para a outra, correndo o risco de se verem presas a compromissos familiares. É preciso ter coragem para viver com autonomia. Desta forma, estar livre e disponível para o momento em que o verdadeiro encontro amoroso acontecer.


Medo de encarar a verdade - Existem aqueles que preferem tapar o sol com a peneira, optando por fingir que tudo está bem, mesmo quando a situação está insuportável. Esse comportamento é típico de quem se recusa a agir de forma adulta. Muitas pessoas preferem fazer de conta que a ausência de harmonia e prazer faz parte da rotina, desistindo assim dos seus sonhos. Tudo por medo de enfrentar o desconforto de se confrontar com a verdade.

Caindo na real - Quando a convivência não acontece num clima de amor e alegria, envolvendo o desejo de compartilhar com o(a) parceiro(a) sentimentos, dificuldades, objetivos pessoais, algo não vai bem. É preciso que ambos se disponham a deixar que a verdade suba à tona. Não se trata de buscar culpados ou lamentar erros passados. É preciso estar consciente de que só um relacionamento fundamentado na verdade poderá crescer e alimentar corações.


Escrito por Marcio Negreti às 20h06
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(continuação)

Medo de não sobreviver sem(a) parceiro(a) - A carência e a falta de auto-estima fazem com que algumas pessoas acreditem que não irão sobreviver se o relacionamento acabar. Embora o medo do desconhecido seja normal, muita gente se deixa paralisar por fantasias de desamparo e perigo, como se não tivessem competência para cuida de si próprias. Quanto menos alguém se valoriza, maior a tendência em projetar no outro a segurança que precisa para viver. Isso pode manter relacionamentos insatisfatórios que consomem a energia dos parceiros sem perspectiva de felicidade.

Caindo na real - É importante se dar conta que cada um de nós é responsável pela própria vida. A segurança é algo interno e ninguém poderá fazer com que você fique bem, se não estiver bem consigo próprio(a). Quem tem a coragem de enfrentar seus medos recebe a recompensa. Na maior parte das vezes, depois de um período difícil, quem achava que ia morrer passa a curtir a vida novamente, feliz por ter saído de uma relação insatisfatória.


Medo de fracassar - Para muitos, terminar um relacionamento amoroso provoca uma sensação de fracasso, como se o final da relação fosse culpa da sua incapacidade de amar. Pessoas que costumam dar muita importância à opinião dos outros, ou que costumam achar que são culpadas por tudo o que acontece, podem ficar num relacionamento sem amor por medo de sentirem-se fracassadas.

Caindo na real - O fracasso não existe. O que verificamos na vida são resultados. Dependendo dos resultados que obtemos na vida, temos a tendência de classifica-los como sucessos ou fracassos. Recomeçar sempre, lembrando que cada experiência é um passo a mais em seu processo de amadurecimento emocional.


Medo de ter que tomar uma atitude - Seja por insegurança, baixa auto-estima ou simplesmente masoquismo, há pessoas que se apavoram com o simples pensamento de que poderão ficar sem o relacionamento com o qual se acostumaram. Elas agem como se fosse preferível suportar qualquer aborrecimento a tomar a iniciativa de terminar a relação.

Caindo na real - Quem não conhece nem respeita os próprios limites acaba se tornando vítima dos acontecimentos. Quando o(a) parceiro(a) deixa de ser uma presença positiva na sua vida e você se sente ofendido(a) com seu comportamento, é hora de assumir as próprias escolhas. Quem não toma uma atitude acaba se responsabilizando pelo próprio sofrimento.


Medo de não ter outra chance - Muita gente tem medo de terminar um relacionamento e nunca mais encontrar outro(a) parceiro(a). Por isso, sujeitam-se a viver insatisfatoriamente. Quem age assim, costuma ser do time que acredita que "ruim com ele(a), pior sem ele(a)". São pessoas que precisam de um(a) parceiro(a) como uma espécie de comprovação social do seu valor.

Caindo na real - Da mesma forma que alguém pode projetar no futuro seus medos e incertezas, também pode projetar esperança e realizações para si próprio(a). A vida é uma construção que acontece no tempo presente. Quem se agarra à falsa idéia de segurança está, na verdade, adiando as oportunidades de encontrar alguém com quem possa viver um amor de verdade.

Fernanda Dannemann e Jael Coaracy



Escrito por Marcio Negreti às 20h05
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